Em 2026, Madagascar enfrentou uma crise que colocou em risco a estabilidade de serviços públicos vitais, particularmente no setor energético. A Jirama, empresa estatal responsável pela distribuição de eletricidade e água potável em todo o país, viu sua rede fragilizada por uma série de incidentes cada vez mais controversos e movimentos sociais. A recente intensificação das paralisações orquestradas pelo Sindicato dos Trabalhadores da Jirama (SMJ) gerou sérias preocupações quanto à continuidade desses serviços essenciais em meio à crise socioeconômica em curso. Os repetidos cortes de energia, frequentemente seguidos por atos de sabotagem, como o desligamento deliberado de postes de energia ou cortes massivos no fornecimento de água, agravaram uma situação já precária.
As ações do SMJ, marcadas por greves e bloqueios dramáticos, praticamente paralisaram o fornecimento de eletricidade em diversos bairros de Antananarivo, interrompendo as atividades diárias, principalmente nos setores de saúde, educação e serviços públicos. A tensão é alta entre a necessidade de proteger os serviços públicos e os esforços dos sindicatos para amplificar as reivindicações sociais e financeiras que vêm sendo expressas há meses. A situação atual revela uma crescente divisão entre o governo, que alega querer garantir o abastecimento, e os sindicatos, cujas ações parecem estar se tornando cada vez mais radicais.
Este mal-estar coletivo é agravado por problemas políticos e financeiros, revelando uma crise de governança que fragiliza ainda mais uma rede já precária. O prejuízo econômico estimado em 20 bilhões de ariary para o mês de outubro, principalmente devido aos cortes de energia e água, atesta o impacto devastador na economia local. Especialistas enfatizam que recorrer a medidas extremas, como a ativação de Tecnologias de Ativação Controlada (CATs) para suprir a escassez de energia, não constitui uma solução sustentável para a crise estrutural da sociedade.

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